SEM PALAVRAS
Você entra pela primeira vez no apartamento de uma vizinha. De cara, vê duas meias jogadas no chão. Livros empilhados e misturados com desenhos, muitos desenhos. Um prato com migalhas de ontem ainda está na mesa. Você não a conhece, mas agora já sabe muita coisa sobre ela. Gosta de literatura e de arte, tem um bom traço, jantou pão com requeijão e passa longe de fazer o estilo certinha. Como dá para saber tanto de uma pessoa, sem ao menos conhecê-la? Tendo somente sua sala como identidade? É que podemos ler cada centímetro do que vemos. Toda imagem vem cheia de palavras. O jeito que a sua amiga se veste diz muito sobre ela. A foto que carregamos na carteira fala sobre os nossos sentimentos. E assim vai chegar à literatura infantil.
Aprendemos a ler o mundo desde pequenos, da mesma forma, também podemos ler as ilustrações. Os livros-imagem, aqueles que não têm texto escrito, seguem o mesmo ritmo da vida. A narrativa vem em imagens, e a ausência de palavras é preenchida pelos nossos silêncios e vivências. O leitor lê a sua vida nas páginas coloridas e tudo passa a fazer sentido a partir de seus pensamentos e emoções. Talvez seja por isso que cada vez que apresento às crianças o livro Folha, de Stephen Michael King, saio diferente. Vivo experiências inaugurantes a cada leitura. Certa vez, numa das passagens desta história, quando a folha começa a crescer bem no meio da cabeça do personagem, um menino ficou encantado e confessou “Olha, ele tem cabeça de samambaia. Eu também tenho cabeça de samambaia. Melhor do que ter cabeça de vento.”
Quando não estou com vontade de fazer nada, nem de contar histórias, esses livros são meus grandes companheiros. Antes de ir ao HC, coloco na bolsa Telefone sem fio, de Ilan Brenman e Renato Moriconi, e é transformação na certa. Com uma proposta diferente, este é um livro-imagem-brinquedo em que os personagens brincam de telefone sem fio, enquanto nós brincamos de adivinhar o segredo que é passado de um para o outro. Em uma das visitas à hemodiálise, ouvi em uma única leitura estas duas tiradas. Quando perguntei o que o mergulhador havia dito ao pirata, uma menina arriscou em tom grave “Ei, menino, ele disse que você é menina”. O pirata ficou ofendido e não quis passar este insulto adiante, por isso, na página seguinte, disse ao papagaio “Ei, papagaio, o mergulhador disse que você é um pato”. É um sem fim de risos e de histórias. No final, saio outra, novinha em folha.
Temos o mundo inteiro para ler. Da vida aos quadros, de uma sala à página de um livro ilustrado. E cada espaço, cada situação nos levam a sentimentos e vivências variadas. Por isso, digo que um livro-imagem é infinito. Cabem incontáveis leituras em uma só história. É óbvio que todo contador quer contar, quer falar, mas nesses casos deveria ouvir. Quando contamos a história de um livro-imagem, é a nossa voz que se imprime às páginas. Prefiro ouvir o que as crianças inventam. Elas sempre me deixam sem palavras.
Juliana Monteiro Contadora do HC que também gosta ouvir histórias comelas.wordpress.com
Escrito por Viva Voz às 10h42
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Nossa Contadora de Histórias, Jupira Alves, do Hospital Salgado Filho, no Rio de Janeiro, na festa de Natal do hospital, recebeu um carinho de 3 mocinhas que estavam internadas.
Elas compuseram o "Funk do Salgado Filho(Clique aqui)" que foi o maior sucesso na festa. Elas queriam de qualquer maneira que Jupira dançasse funk. Foi uma farra só, então vejam só a letra do funk composta por Joyce Gomes, Yasmin Almeida e Tânia Fernandes, a quem agradecemos o carinho.
Um abraço carinhoso para todos os leitores do VivaVoz.
Ana Duek "Eu me orgulho de fazer parte desta história" 
Escrito por Viva Voz às 14h00
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Estrela
Pequena aos meus olhos, mas grande perante a vida. Há milênios vives acompanhando meus passos És o anjo que ilumina meu caminhar.
Tão longe te avisto, mas tão perto que não te percebo. Falas-me da caminhada e não escuto o que dizes Sou cego aos teus conselhos e sei de minha pequenez.
Olha, vislumbras o infinito Não te prendes a nada. Sabes que um dia estaremos no topo E veremos que estávamos no começo da jornada.
Tão forte é tua luz que penetras no mais íntimo do ser Tanto é teu cuidado que não ofuscas a ninguém. Sempre estás iluminando.
Um dia gostaria de estar aí Para sentar-me ao teu lado Saborear essa imensidão E aprender com tua sabedoria.
Jose Cadilse Cabral
Escrito por Viva Voz às 12h21
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Eu e os livros!
Naquele tempo com 14 anos de idade, já se podia trabalhar com carteira assinada. Eu, com apenas 13, precisei da autorização do Juizado de Menores, para ingressar em uma Editora e Encadernadora de nome “FORMAR” Era preciso ajudar; questão de sobrevivência, pois felizmente, minha família, desprovida de recursos materiais tinha de sobra dignidade e não admitia mendicância . O Setor que me apresentaram era bastante insalubre. Vi-me cercada de livros ainda nus, aguardando suas capas e para tal, minha tarefa era passar cola em seu dorso. Um coleiro ao meu lado, permanecia ligado à tomada e mantinha quente e esfumaçada a matéria prima de que eu precisava. Em cada lado da mesa, no seu extremo, haviam duas jovens funcionárias, essas maiores de idade e que ganhavam por produção. Eu, sozinha, tinha que dar conta de entregar os livros a elas, com precisão! O peso daqueles livros que formavam as modernas Enciclopédias da época, dava câimbra em minhas mãos. Enquanto entregava a uma, a outra, freneticamente batia sua tesourinha para avisar... vamos mocinha! Mas... espera ai, eu sou uma; não ganho por produção; ao contrário, meio salário mínimo mal dá para a condução! Eu era frágil, magriiinha e ao lado do coleiro sempre enjoava e precisava ir ao banheiro. Naquele dia, a Chefe do Setor liberou, mas avisou: Só desta vez! Depois, passei mal de novo e me deixaram no bico do corvo. Agora não pode mais! - O que fazer? Não estou de fingimento, tenho passado muito mal ao lado deste coleiro? Tomei minha decisão: Onde peço a demissão?! Vá ao Escritório e converse com o Honório. Foi o que fiz. Passava das onze e meia, obtive autorização. - Vá pra casa e amanhã, retorne com o responsável pela sua admissão. Fui ao refeitório e resgatei minha marmita, não poderia deixar pra trás aquela bendita. Ela era de alumínio e desde às seis da manhã se encontrava mergulhada naquele banho Maria. Embrulhei-a em papel toalha e a coloquei na bolsa. Olhei pra trás, pilhas e pilhas de livros que eu não pretendia ver mais. Entrei no trólebus , no bairro da Mooca com destino a Vila Formosa, sentei-me no último banco do lado esquerdo, encolhida, entristecida. Eu não queria levar decepção a mamãe, mas era muito difícil e eu não dei conta não. A bolsa que eu deitara em meu colo, de péssimo material, não resistiu a caloria que de dentro dela vinha e começou a derreter; não sabia o que fazer! Sentindo-me constrangida, desci no ponto do Engenheiro e na minha casa cheguei mais triste ainda. Lá não havia ninguém. A porta estava encostada, era a porta da cozinha que só trancava por dentro pois lá sala não havia. Entrei e me senti arrasada. Cada qual dos cinco irmãos estavam em sua jornada e a pobre minha mãe, tinha jornada dobrada. Um misto de alívio e apreensão; Como explicar a minha mãe toda aquela situação? Aquela tarde arrastada trouxe a noite e a moçada, mas só lembro de minha mãe. Contei a ela sobre aquele mal estar que não dava pra suportar. Ela me abraçou docemente e disse: Filha, fica tranqüila, não é tarefa pra você! Muito obrigada mãezinha por você compreender. Reconciliei-me com os livros no VIVA E DEIXE VIVER, e quem sabe mais à frente não me torne uma escritora e minha dedicatória ofereço à você!
Iraci Gonçalves Ciritelle 13/10/11
Escrito por Viva Voz às 12h55
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Hoje compartilhamos uma linda história. Não é de numa travessura no hospital, não é de nenhum livro que gostamos de ler, nem de crianças que encontramos nas visitas. E sim, um agradecimento. Agradecer a pessoa que faz nosso trabalho voluntário dar certo. Que nos agita e faz as ações mais divertidas e loucas. Esta pessoa é a Arlete Leite, nossa cabeça de chave. Alguns a chamam de “Cabeça” outras de “Síndica”. Na verdade, não importa como ela é chamada. O que importa mesmo é o que ela faz conosco no nosso mundo do Era uma vez... Lá no Hospital Infantil Darcy Vargas. Aqui vai nosso parabéns todo especial à você!

“Amiga, que a luz que você é, se (e te) fortaleça a cada novo dia e se espalhe por onde você passe. Obrigada por sua parceria e incentivo. Você é um exemplo. Parabéns e felicidades incontáveis, pois você merece! Beijo grande.” Antonia “Eu gostaria muito de lhe desejar um dia maravilhoso, especial e que continue levando essa alegria e vivacidade para todos que a rodeiam. Parabéns com muito bolo e brigadeiro". Beijos Vivian “Arlete, obrigada por ajudar a manter essa chama cada vez mais acesa dentro de nós. Parabéns!”. Marcia “Arlete, obrigada por você ser quem você é. Você faz a diferença! Com seu jeito único e especial, sua garra e força me mostra como é bom ser contador de histórias voluntário. Que sua alegria seja sua fortaleza. Peço sempre ao Pai Celeste que te abençoe ainda mais! Amigo é aquele que aquece e abriga a gente.Felicidades para você!" Beijos Elaine
“Arlete, querida! Que essa alegria que existe dentro de você continue a contagiar todos aqueles que se encontram ao seu redor! Um abraço carinhoso.” Alê
"Arlete, amiga querida, que essa data se repita muitas e muitas vezes, que sua vida seja um conto de fadas, que seu príncipe esteja sempre ao seu lado e que você viva feliz para sempre todos os dias da sua vida. Beijão”. Thay
“Arlete, Felicidades, que continue com esta alegria contagiante.Beijos”. Monica “Querida amiga contadora e encantadora! Parabéns por seu aniversário! Lhe desejo milhões de histórias lindas, com lugares encantadores, comidas maravilhosas, cheiros e perfumes envolventes, surpresas emocionantes... Mas apenas um príncipe: o seu grandão! Desejo que todas as histórias da sua vida terminem sempre com um "e eles foram felizes para sempre"!!! Um beijo enorme e fica com Deus”. Jana “Arlete, Felicidades, saúde, paz, dinheiro e muito amooooooooorrrrrrr!!!! Que Deus te ilumine sempre, que esta data seja o início de várias realizações em sua vida! Beijos”. Nivea
“Uma contadora de histórias muito especial, Arlete. Que Papai do Céu te ilumine Sempre. Sucesso, paz e saúde!”. Andrea
“Cabeça, que sua imaginação e alegria continuem contagiando o mundo de felicidade. Muita saúde. Beijo. Com saudade e carinho.” Camis "Chefe Arlete, obrigado pelo seu exemplo de dedicação." Chico
“O Viva e a contação de histórias já fazem parte da minha história de vida... E não há como contar esta parte sem falar da Arlete. Darcy Vargas sem Arlete não existe, ela dá cor ao nosso grupo, dá energia, dá vida, dá ritmo, a louca mais sã que já conheci. Espero que neste dia muita energia possa se renovar na sua vida e que possamos estar juntos nesta caminhada por muitos e muitos anos! Você é a cabeça! Beijo no coração e que Deus te abençoe sempre!” Maurício
Beijos e mais beijos de seus pupilos do HIDV

Escrito por Viva Voz às 12h23
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 Olá meu nome é Alex, conheci a Assoc. VIva e Deixe Viver por um "acaso" da vida, sempre tive muita vontade de fazer trabalho voluntário, seja com idosos ou crianças, mas nunca consegui encontrar uma entidade séria, filantrópica, comprometida com o próximo, eis que um dia assistindo a MTV eu vi um comercial da Associação Viva e Deixe VIver, e confesso aquele comercial de um enfermeiro descendo da ambulância com um recipente de orgãos vivos e entrar num quarto e tirar um livro daquele recipiente e contar uma história pra uma criança hospitalizada, foi o momento de uma resposta que tanto buscava, pelo fato de ser a junção de 3 coisas que mais amo na vida, primeiro trabalhar como voluntário, segundo ler (sempre amei ler) e terceiro crianças (sou o mais velho de 6 irmãos, sempre gostei de cuidar e me preocupar com eles). Ai fiz o curso de um ano (sou da turma de 2010) e lendo muitas histórias emocionantes aqui, eis que criei coragem e contar a minha, de algum domingo desses como contador de histórias, dia que atuo no hospital Santa Cecília. Comecei o domingo e fui chegando a briquedoteca do hospital e lá chegou a Luciana, outra contadora de sábado que foi compensar o dia anterior, pois não tinha ido por outro motivo voluntário (disciplinada e excelente contadora, comprometida com a causa, sou muito feliz por saber que fiz parte da sua turma Luciana), ai ela me fala "putz ainda bem que vc tá aqui porque tranquei o cadeado do armário com a minha chave lá dentro"... sim contadores de histórias também vivem no mundo da lua...rs... demos risadas da situação e mostrei pra ela o livro que mais gosto atualmente de contar que é o Quem Soltou o Pum? Arrumei minhas coisas, desenhos, giz, livros, caneta, papel para anotar os nomes e idades e o jogo can can, bom como a Luciana já tinha atuado no quartos do 2º andar e estava subindo para o 3º, eu pensei, vou para a UTI ver se tem alguma criança querendo histórias, ai parti pra lá, lavei minhas mãos, desliguei o celular, e entrei, tinha 3 crianças acordadas, fui para o Thiago, pequeno grande guerreiro, de 8 anos que estava lá internado 1 mês, na UTI, lembro que quando o conheci a primeira vez contei Quem Soltou o Pum? ele deu tanta mais tanta risadas que eu e sua Avó ficamos com preocupado de ele ter algum problema de tanto rir pois ele soluçava de tantas risadas, eu, ele e sua avó... e hoje mais uma vez ele pediu pra eu contar, outra vez, Quem Soltou o Pum? Ai depois contei mais 2 histórias e deixei uns desenhos, giz e a revista Recreio. Parti pra outro leito e lá estava o Gustavo, neném que estava chorando muito, pensei, bom lá vou eu tentar mostrar um livro colorido e ver se ele para de chorar, ai cheguei me apresentei para a mãe e enquanto eu ia lendo ela ia passando a mão carinhosamente na barriguinha dele, o acalmando e eu contando histórinhas pra ele, bem, parou de chorar e ficou mais calmo, mais uma conquista, fui para o próximo leito, e me deparei com a princesa Amanda, sim ela é uma princesa (me encantou) muita esperta pois com seus apenas 2 aninhos sabe diferenciar e falar quais os nomes dos bichos que conhece do livro que conto pra ela... ela também estava no hospital a pelo menos 3 semanas, e umas dessas semanas passei a maior parte do tempo com ela, contando várias histórias, bom eis que estou lá contando outra vez a história Esconde Esconde na Fazenda e ela interagindo e descobrindo os bichos e falando comigo... ai a Mãe dela fala " A Amanda não fala com ninguém, só com você" confessesso que ao ouvir aquilo, quase chorei, mas continuei a contar mais históriais, pois sou um contador preparado da Assoc. Viva e Deixe Viver. Continuei minha contação de histórias subindo ao 3º andar e posteriormente indo ao PS infantil. Ai no final do horário de atuação, quando chego na brinquedoteca para guardar os livros e preencher o diário do contador, abro o armário eis que surge o Vitor de 3 anos com a alegria e vontade de viver refletida nos risos e nos corredores do andar, apesar de ser ofão de mãe e contar só com os cuidados do pai (história dita pessoalmente pelo pai sem que eu perguntasse, pois sempre como contador, eu busco contar histórias e não saber das crianças ali hospitalizadas), ai eu falei pra enfermeira (pois não tinha certeza se era ele) "é o Vitor," ela disse "sim" eu falei "e ai Vitão vamos ouvir uma história?" ele correu pra chamar o pai pra brinquedoteca pra ouvir histórias, contei mais algumas histórias com livros de sons e ele pegando no livro vendo os desenhos, depois foi jogar bixiga com o pai no quarto... e eu comecei a preencher o diário refletindo sobre o dia que foi muito bom... o lado ruim foi só que eu provavelmente esqueci em algum leito outro livro que também gosto de contar que é o Menina Bonita do Laço de Fita. Bom espero que quem tenha encontrado leia muito Quero fazer um agradecimento especial: Obrigado ao Viva e Deixe Viver por exisitr e fazer parte da minha história, da minha vida, a contadora de história Helôisa do hospital da Criança do Jabaquara, que no durante o meu treinamento me encantou com tamanha facilidade e habilidade de contar histórias e ter a retribuição de carinhosos abraços das crianças por ela atendida... e detalhe, ela foi uma grande incentivadora ao me dizer uma vez, que eu levava jeito pra contar histórias, para eu nunca desistir... Agradecer também a cabeça de chave Sylvania do hospital que atuo, me acompanhou em praticamente todo meu processo de treinamento, e a todos que me incentivaram e me incentivam até hoje e durante todos os meus dias, o meu MUITO OBRIGADO!!! Alex Oliveira
Escrito por Viva Voz às 10h14
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XII Congresso Internacional De Brinquedotecas: “A Brinquedoteca De Hoje Em Dia”
11 a 15 de outubro
Pela primeira vez na America latina! O congresso tem por objetivo criar condições de uma ampla reflexão sobre a trajetória das brinquedotecas, analisando os caminhos que vêm tomando, suas conquistas, desafios e dificuldades, a fim de preservar sua genuína contribuição à divulgação da importância do brincar.
Saiba mais www.acquaviva.com.br
Escrito por Viva Voz às 11h27
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Itaú Cultural apresenta “Rumos Música Infantil”
A música tradicional dos pífanos nordestinos e o dia a dia das crianças posto em canção são as atrações do Rumos Música Infantil neste fim de semana. No dia 24, acontece o show do Projeto Pifercussão; no dia 25, do Gangorra.
Rumos Música Infantil sábado 24 e domingo 25 de setembro às 16h
Entrada franca – ingressos distribuídos com meia hora de antecedência
Saiba mais acessando http://itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2841&cd_materia=1698 
Escrito por Viva Voz às 11h01
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Itaú Criança lança novos títulos de livros.
O Itaú criança lançou mais três novos títulos “Adivinha o quanto eu te amo” de Sam McBratney, “Chapeuzinho amarelo” de Chico Buarque e “A Festa no céu” de Angela Lago. E desta vez os livros estão em seu formato original.
Peça já sua coleção através do site e aproveite as dicas de outras leituras.
www.itau.com.br/itaucrianca/ 
Escrito por Viva Voz às 11h56
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Olá, pessoal!
Compartilho com vocês meu relato da experiência de hoje no hospital. Só posso dizer que esse dia foi um presente!
Abraços fratenos em todos
Elaine Cunha
Desde que eu comecei a contar histórias no hospital cada dia tem sido uma dádiva do Pai para mim. Eu conto histórias, eu escuto histórias, eu brinco, me divirto, mas às vezes eu choro também, como hoje...
Hoje tive a alegria de sentir que (mais uma vez) nós podemos sempre fazer a diferença para alguém.. É entrar num quarto e vê uma criança de 8 anos que tinha acabado de colocar o acesso no pescoço... dolorido... durinho.. imóvel na cama.. sorrindo quando duas contadoras desafinadas não sabem nem cantar igual ao bem-te-vi. É tentar assobiar (- não consigo mais assobiar como antes!) e pela tentativa frustada, perceber que ele assobia para nos alegrar. (Observa quem está alegrando quem!)
Mas hoje tive também uma angustia no meu peito. Pela segunda vez, eu vivi um momento que me tocou profundamente. Nas últimas visitas, sempre encontrava uma mocinha com seus 12 anos, no mais alto andar, naquele onde ficam as crianças com câncer. Lá estava ela, sentada na sua cama, com suas flores de pelúcia ao seu redor, com seus olhos pretos e grandes ainda mais brilhantes, numa alegria que é sua característica mais marcante.
Mas porque hoje, especificamente hoje, fiquei angustiada ao entrar no quarto?
A linda mocinha estava sem seus cabelos! Confesso, fiquei supresa. Acredito que pelo fato de eu ter visto a linda mocinha ainda com seus lindos cabelos pretos.. na altura do ombro.. levemente cacheados... Passou tanta coisa em minha mente.. assim.. como um flash... Não sei porque.. eu fiquei ali olhando aquela mocinha rindo, feliz, aproveitando o quarto repleto de contadoras de histórias. Putz... sei que cabelo é capim, que cresce novamente. Mas... Não sei explicar!
A única coisa que hoje eu conseguir fazer com esta mocinha foi conversar e cantar. Hoje quem me acalentou foi ela. E acredito que ela não se deu conta disto! Que força! Que energia boa! Cantamos uma música que ela curtiu muito, brincando com seu jardim de flores de pelúcia...
"Borboletinha tá na cozinha Fazendo chocolate para a madrinha Poti, poti Perna de pau Olho de vidro E nariz de pica-pau (pau, pau)"
Esta aqui: http://www.youtube.com/watch?v=28iW_O5qWfU
Sai do quarto leve, feliz pela felicidade dela. Agradeci a Deus pelo ensinamento de hoje. Como é bom ter as pessoas que amamos por perto. Porque o que nos cura é amor. Amor de familia, amigos e até de desconhecidos, como ela, como eu. Não importa. É a verdade na frase de Madre Tereza quando ela disse: "A todos os que sofrem e estão sós, dai sempre um sorriso de alegria. Não lhes proporciones apenas os vossos cuidados, mas também o vosso coração."
Cheguei em casa com vontade de sair abraçando todo mundo. Abracei marido. Abracei meus filhotes. Mas desejei abraçar os amigos. Abraçar meus pais. Abraço aquele de urso mesmo, sabe? Segura e não larga!
Então para você, meu melhor abraço de urso!
Ah, na próxima visita teremos mais músicas com a linda mocinha. Afinal, temos um desafio. Cantar a música do "Sapo não lava o pé" com a vogal A sem errar! Vou treinar para não fazer feio!
Elaine Cunha HIDV - Hospital Infantil Darcy Vargas São Paulo- SP
Escrito por Viva Voz às 10h37
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A Capacitação de Todos Nós!
Foi uma manhã de sábado muito gostosa. Reunimos com a intenção de conversar com os Contadores de História sobre as faltas e as dificuldades que estamos encontrando em Brasília como a permanente falta de estrutura e a dificuldade financeira, o fato de, em Brasília, contar com uma estrutura 100% voluntária, e os dilemas do dia-a-dia de todos nós. Pudemos ouvir sugestões como um diário mais personalizado no qual o contador pudesse relatar seus sentimentos e um espaço mais permanente onde pudéssemos realizar essa leitura. Encontros mais freqüentes com espaços de troca e saraus mais constantes. Houve um momento da homenagem as voluntárias Lina, Denise, Fátima e Adriana Venâncio. Voluntárias sempre constantes em suas ações e que receberam bolsas confeccionadas com aventais antigos do Viva e fantoches criados pela artista Anasha Gelli. Fomos também presenteados com histórias vividas pelos contadores como a história da Contadora Dragão que estava horas sem comer mas resolveu ir contar história antes de fazer um lanche. Pegou seus livros e foi ao delicioso ofício no hospital. Chegando a sua Ala encontrou-se com um menino no leito que, vamos aqui chamá-lo de João. João escolheu uma história sobre dragões. A contadora, então, iniciou a história e quando aparecia a ilustração com o dragão para incrementar a história fazia: -“Uaaaaaaaaaaa! Berrava o dragão” E que João observou: - Hummm, estou sentindo um cheirinho... - É o cheiro do dragão – Respondeu a Contadora. E, passava outra página continuando a história e urrava novamente: - “Uaaaaaaaaaaaaaaa! Berrava novamente o dragão”- narrava a Contadora - E João reclamava. Não é cheiro de dragão não! É mal cheiro! É cheiro de mal hálito! - “É mal hálito de dragão!”- Remendou a contadora, continuando a história... E, João continuou, dessa em um tom bem enfático! - “De dragão, não! ‘É seu! E, a contadora que estava com a halitose de quem está há horas sem se alimentar responde ao João: - “Mas eu sou o dragão!”E com um gesto, leva a mão a boca e continua: - “Olha a sobra do outro menino que eu acabei de devorar!”
E assim são nossas histórias, ora devorando histórias, ora sendo devorados por elas! Obrigada a todos! Adriana Dias
Escrito por Viva Voz às 10h42
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Menina Bonita do Laço de Fita
Era uma vez uma menina linda, linda. Os olhos pareciam duas azeitonas pretas brilhantes, os cabelos enroladinhos e bem negros. A pele era escura e lustrosa, que nem o pelo da pantera negra na chuva. Ainda por cima, a mãe gostava de fazer trancinhas no cabelo dela e enfeitar com laços de fita coloridas. Ela ficava parecendo uma princesa das terras da áfrica, ou uma fada do Reino do Luar. E, havia um coelho bem branquinho, com olhos vermelhos e focinho nervoso sempre tremelicando. O coelho achava a menina a pessoa mais linda que ele tinha visto na vida. E pensava: - Ah, quando eu casar quero ter uma filha pretinha e linda que nem ela... Por isso, um dia ele foi até a casa da menina e perguntou: - Menina bonita do laço de fita, qual é o teu segredo para ser tão pretinha? A menina não sabia, mas inventou: ¬- Ah deve ser porque eu caí na tinta preta quando era pequenina... O coelho saiu dali, procurou uma lata de tinta preta e tomou banho nela. Ficou bem negro, todo contente. Mas aí veio uma chuva e lavou todo aquele pretume, ele ficou branco outra vez. Então ele voltou lá na casa da menina e perguntou outra vez: - Menina bonita do laço de fita, qual é o seu segredo para ser tão pretinha? A menina não sabia, mas inventou: - Ah, deve ser porque eu tomei muito café quando era pequenina. O coelho saiu dali e tomou tanto café que perdeu o sono e passou a noite toda fazendo xixi. Mas não ficou nada preto. - Menina bonita do laço de fita, qual o teu segredo para ser tão pretinha? A menina não sabia, mas inventou: ¬- Ah, deve ser porque eu comi muita jabuticaba quando era pequenina. O coelho saiu dali e se empanturrou de jabuticaba até ficar pesadão, sem conseguir sair do lugar. O máximo que conseguiu foi fazer muito cocozinho preto e redondo feito jabuticaba. Mas não ficou nada preto. Então ele voltou lá na casa da menina e perguntou outra vez: - Menina bonita do laço de fita, qual é teu segredo pra ser tão pretinha? A menina não sabia e... Já ia inventando outra coisa, uma história de feijoada, quando a mãe dela que era uma mulata linda e risonha, resolveu se meter e disse: - Artes de uma avó preta que ela tinha... Aí o coelho, que era bobinho, mas nem tanto, viu que a mãe da menina devia estar mesmo dizendo a verdade, porque a gente se parece sempre é com os pais, os tios, os avós e até com os parentes tortos. E se ele queria ter uma filha pretinha e linda que nem a menina, tinha era que procurar uma coelha preta para casar. Não precisou procurar muito. Logo encontrou uma coelhinha escura como a noite, que achava aquele coelho branco uma graça. Foram namorando, casando e tiveram uma ninhada de filhotes, que coelho quando desanda a ter filhote não para mais! Tinha coelhos de todas as cores: branco, branco malhado de preto, preto malhado de branco e até uma coelha bem pretinha. Já se sabe, afilhada da tal menina bonita que morava na casa ao lado. E quando a coelhinha saía de laço colorido no pescoço sempre encontrava alguém que perguntava: - Coelha bonita do laço de fita, qual é o teu segredo para ser tão pretinha? E ela respondia: - Conselhos da mãe da minha madrinha...
[de Ana Maria Machado, livro. ilustração: Claudius]
Esta historia e emocionante para mim, um dia fui contar histórias no hospital,e uma mãezinha estava enfeitando o cabelo de sua filha que por sinal era parecida com a menina bonita do laço de fita,a criança não falava e não expressava nenhuma emoção,segundo a mãe.Mas mesmo assim fui contar esta história para ela e adivinha qual historinha fui contar é claro Menina Bonita do laço de fita. Foi um momento mágico, pois ela prestava muita atenção até que a menina dormiu, a mãe me agradeceu tanto, pois ela mesma estava com dificuldades de fazer a menininha dormir devido a dores. Fiquei muito feliz em ver o quanto uma historinha faz a diferença em qualquer lugar e também o quanto o nosso trabalho nos fortalece.
Obrigada.
Escrito por Viva Voz às 10h10
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A ovelhinha
Acompanhando meu filho em uma livraria, deparei-me com aquela “SIMPÁTICA OVELHINHA” que muito chamou minha atenção! Mas... Dia 29, não dá para passar o cartão; a ovelhinha terá que esperar. Mais tarde, ao telefone, minha irmã relata ter “quase” trazido de presente para mim, um livro infantil sobre uma ovelha, mas com receio de que eu já o possuísse, optou por não trazê-lo. Agitada lhe disse: EU QUERO MUITO ESTE LIVRO! Diante do entusiasmo de minha irmã, com sua enorme disposição para presentear, abandonei o sofá e o cobertor, naquela fria tarde de domingo e lá fomos nós para o Shopping, buscar meu sonho de consumo! A vendedora alertou; É o último. Pegamos com as duas mãos; Que livro encantador! Ainda bem que minha atuação como contadora de histórias acontece de segunda feira, afinal já é domingo e não vejo a hora de voltar ao hospital com meu novo material e apresentá-lo aos baixinhos. Também queria saber quem seria o primeiro a se beneficiar com o presente... Assim que entrei na ALA onde estão os pequeninos pela primeira porta avistei o José Felipe, que ao me ver se agarrou nas grades de seu bercinho e veio mexer nos botons que adornam meu avental. Entusiasmada disse a ele: QUER CONHECER A OVELHINHA? Tirei o mágico livro da sacola e comecei a lhe mostrar as belas figuras de animais. Ele ficou empolgado, tentando pegar os bichos que saltam das páginas de forma atraente e surpreendente! Outro menino, David, seu vizinho de berço, chorava e sua mamãe consolava... A titia já vem! Fui até ele e o acalmei, deixando-o apertar todos os botões do meu outro livro de sons, também presente da irmã. Neste momento, um jovem médico entra. Avental branco, estetoscópio... Sorriso franco! Aproxima-se do Felipe e ao invés de examiná-lo, logo o retira do berço, pegando-o no colo e sai pelo corredor, aconchegando em seu peito, o pequeno. Penso: Que espetáculo! Que forma magnífica de examinar. Com esta proximidade ele já faz a ausculta e confere os batimentos! Que batuta! Ainda no corredor, a enfermeira passa, sorri e beija o menino, e o Doutor acrescenta: EU VOU LEVÁ-LO COMIGO! Depois, devolve-o ao berço e eu volto a distraí-lo com outros recursos que retiro da cartola, melhor, da minha sacola. Outra enfermeira vem e comenta: Ah! Zezinho, você não se alimenta! Do leite só tomou 60?! Digo a ele: Não pode Nenê, precisa comer pra ficar forte e crescer! Quantos anos ele tem? - 1 ano e meio. E a mamãe? - É um caso do Serviço Social e o Juiz dará a palavra final. A mãe entrou no Hospital dia 17, saiu pra tomar um café e... deu no pé! Não ACREDITO, mais um caso de abandono? Ao menos o deixou seguro. Será que não volta mais? E o pequeno José Felipe, que primeiro viu nossa ovelha e como ela é uma simpatia, representa um filhinho desgarrado da mamãe. Queria fazer um relato do primeiro dia com o livro, para minha querida irmã. Só não imaginei que a história que viria e que eu desenharia, ela conhecesse tão bem, e acrescento: COMO NINGUÈM!
Iraci Gonçalves Ciritelle em 30/05/2011 Hospital Infantil Cândido Fontoura
Escrito por Viva Voz às 15h20
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Ontem fui no hospital e encontrei a Tifany, ela faz hemodialisa no instituto da criança(HC). Quando saí do hospital, resolvi escrever a minha historia com ela.
Quando há conheci, alguns meses atrás, ela era uma menina timida, envergonhada, nunca queria historias e nem brincar, aos poucos fui me aproximando dela cada vez mais. Ontem, fiquei com ela mais de 2 horas, e ela não queria que eu fosse embora de jeito nenhum. Oque mais me supreeendeu, que ela nunca quis brincar com o jogo do Viva "Eu conto", tinha vergonha, não sabia oque falar, e eu sempre insistia para a gente brincar todas as vezes que eu a encontrava.
Mas ontem, foi diferente, contei historias para ela, e depois começamos a jogar o jogo, nossa nunca joguei tanto, ela estava solta, comunicativa, feliz, mesmo estando num hospital, contruimos muitas historias, foi muito legal, acho que ela estava solta, comunicativa, feliz, mesmo estando num hospital, contruimos muitas historias, foi muito legal, acho quefez um bem louco para ela. Voltando para casa, fiquei pensando, como é bom fazer parte do voluntariado do Viva, fazer esse trabalho. Marina Farina - voluntaria do Instituto da criança do HC
Escrito por Viva Voz às 15h25
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“Pai, esse hospital é muito legal!”
Numa tarde normal de contação de historias, eu já ia embora quando chegou à enfermaria uma menina de 4 anos sendo internada. Ela estava assustada e choramingando. Enquanto o pessoal da enfermagem fazia o procedimento de internação, eu me aproximei e me apresentei. Perguntei se ela gostava de histórias, ela ficou quieta, apenas olhou para o pai. O pai disse que sim e eu contei uma história para ela, que começou a sorrir e quando terminei pediu outra e mais outra. Quando terminei, me despedi e quando saia do quarto ouvi a seguinte frase vinda da menina: ”Pai esse hospital é muito legal, quero sempre ficar internada aqui”. Claro que chorona como sou, sai o mais apressada que pude pra chorar no banheiro.
É por essas e outras que sou contadora de histórias.
Maria Marquis Dornelas Batista Cabeça de chave do Hospital Regional da Asa Sul – HRAS Brasília - DF
Escrito por Viva Voz às 10h58
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